Laserterapia em gestações gemelares monocoriônicas

Síndrome de transfusão feto-fetal
Gêmeos idênticos que compartilham a mesma placenta (gestação monocoriônica) podem trocar sangue entre si através de vasos na superfície placentária. Daí é necessário separar essas conexões por meio de cirurgia endoscópica fetal. Sem terapia, os casos graves têm 10% de chance de sobreviver. Com o procedimento por meio da coagulação a laser, que dá fim à transfusão, essa probabilidade chega a 80% para pelo menos um dos fetos.

Crescimento intrauterino restrito isolado
Ocorre quando apenas um dos gêmeos desacelera o ganho de peso, levando a uma diferença acentuada entre os fetos. As estimativas apontam que isso acontece em 15% a 25% das gestações monocoriônicas. O diagnóstico é realizado por meio de ultrassonografia obstétrica a partir de 16ª semana, quando se observa discrepância de peso entre os fetos superior a 30% ou um dos gêmeos com peso abaixo do percentil 10.

Feto acárdico ou transfusão arterial reversa (TRAP)
Numa gravidez de gêmeos idênticos, um deles pode apresentar essa malformação. O feto acárdico pode não ter coração ou o órgão não está totalmente constituído. O gêmeo que se desenvolve normalmente acaba bombeando sangue para ambos, o que, devido à sobrecarga, o coloca em risco de morte por falência cardíaca. A cirurgia endoscópica fetal interrompe, via laser, a circulação sanguínea para o feto arcádico. O método tem se mostrado o mais seguro para cessar a transfusão.

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