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Guia Prático da Reposição Hormonal: Ciência, Segurança e Bem-Estar

Reposição hormonal não é moda. É cuidado bem indicado, no momento certo. Se você já está na menopausa, ou se apenas quer entender melhor esse tema este guia foi feito para você.

Com base em 40 anos de experiência clínica e na ciência mais atual, reunimos o que realmente importa para você atravessar essa fase com clareza, autonomia e saúde.

1. Climatério, menopausa, perimenopausa... Como diferenciar cada fase?

O climatério é a fase em que a mulher passa por transformações físicas e hormonais, por causa da redução da produção de estrogênio e progesterona pelos ovários. É um período que dura vários anos e inclui a perimenopausa, menopausa e pós menopausa.

A perimenopausa é o início das mudanças, quando os sintomas começam a aparecer, e pode durar de 4 a 10 anos. A menopausa é um ponto no tempo – não uma fase longa: marca o momento em que a menstruação cessa por 12 meses consecutivos.

A pós-menopausa é o período após a menopausa. Nessa fase alguns sintomas podem persistir e novos podem surgir, como secura vaginal, osteopenia/osteoporose, alterações metabólicas e mudança de composição corporal.

2. O que acontece na Perimenopausa?

A perimenopausa é o início da transição hormonal. Com a oscilação hormonal, quando o corpo começa a dar sinais de mudança. Geralmente inicia entre 40 e 50 anos, mas pode começar antes e pode durar entre 4 até 10 anos. A irregularidade menstrual é um bom indicativo de que ela pode estar começando, mas não o único.

Os sintomas mais comuns são aqueles que acabam fazendo a fama da menopausa: fogachos, insônia, irritabilidade, queda na libido. Mas a lista é vasta e varia muito de mulher para mulher. Pode incluir desde depressão e nevoeiro mental até dores nas articulações ou incômodos auditivos. Nada disso é “da sua cabeça”.

Pode parecer assustador, mas a boa notícia é que existe tratamento. Essa fase merece um cuidado individualizado e quando bem acompanhada e tratada pode ser vivida com qualidade de vida e serenidade.

3. Quanto tempo duram os fogachos?

Os fogachos são um dos sintomas mais característicos do climatério e da menopausa: atingem cerca e 75% das mulheres, sendo que em até 30% podem ser intensos. Eles se manifestam como uma sensação súbita e intensa de calor, que geralmente começa no peito ou no rosto e se espalha pelo corpo.

Podem vir acompanhados de vermelhidão na pele, suor excessivo – principalmente na parte superior do corpo – e, às vezes, seguidos de sensação de frio quando o calor passa. Em média, eles duram de 4 a 7 anos, mas 20% das mulheres têm sintomas por mais de 10 anos. A Terapia Hormonal é o tratamento mais eficaz, mas há também opções não hormonais.

4. "Uso implante/DIU hormonal... como saber se já estou na menopausa?

A ausência de menstruação nem sempre significa menopausa. Implantes, DIU hormonal, pílula ou anel podem reduzir ou até suspender o sangramento – mascarando a transição para menopausa.

Para saber mesmo se você está no climatério, é preciso avaliar um conjunto de sintomas que compreende histórico menstrual, idade e, quando necessário, exames laboratoriais como dosagens hormonais e exame antimuleriano. Juntos, esses fatores permitem um diagnóstico mais confiável.

Se você usa contraceptivos hormonais e quer avaliar seu estágio reprodutivo, converse com seu médico.

5. A terapia hormonal é segura?

Para a maioria das mulheres, sim. Diretrizes internacionais apoiam seu uso, já que ela traz uma série de benefícios, como melhora dos níveis de energia e do humor, sono, libido, saúde óssea e cardiovascular. Mas há riscos, que variam conforme tipo e dose, histórico médico da paciente e o período em que foi iniciada.

Algumas mulheres podem ter contraindicações, que incluem câncer de mama ativo ou prévio, câncer de endométrio e outros tumores hormônio-dependentes, trombose venosa prévia ou embolia pulmonar, doenças hepáticas graves. Outras condições precisam ser avaliadas, como enxaquecas com aura, alto risco cardiovascular e algumas doenças autoimunes.

Além disso, o uso excessivo de hormônios também pode ser prejudicial. Antes de iniciar, é fundamental avaliar: histórico médico, risco cardiovascular, saúde das mamas e do endométrio, idade de início dos sintomas. Individualização e acompanhamento constante são essenciais.

6. Quando devo iniciar a terapia de reposição hormonal?

Na terapia hormonal, tempo importa.

Existe uma janela de oportunidade em que os receptores hormonais estão mais responsivos – e o corpo, mais preparado para receber os hormônios. Isso porque, para funcionar, os hormônios precisam se ligar a receptores hormonais, que são como “fechaduras” espalhadas pelo corpo – no cérebro, ossos, vasos sanguíneos, coração, pele e mamas nos primeiros anos após a menopausa.

Os receptores de estrogênio e progesterona ainda estão presentes e funcionais.

Os benefícios são maiores.

Os tecidos ainda respondem bem aos hormônios.

Os riscos, especialmente cardiovasculares, são menores.

Com o passar do tempo, se o corpo passa muitos anos sem estímulo hormonal:

Os tecidos se adaptam à falta de hormônio.

Parte desses receptores diminui ou perde sensibilidade.

A resposta à terapia se torna menos eficiente e mais imprevisível.

É como uma fechadura que fica muito tempo sem uso.

Mas isso não significa sair correndo. O período abrange 10 anos depois do início dos sintomas. Iniciar o tratamento nessa hora traz melhor eficácia e menos efeitos indesejados.

7. A terapia hormonal tem efeitos colaterais?

A resposta depende de cada mulher, da quantidade e de quais hormônios são usados. O segredo está no ajuste fino: dose correta, via adequada e acompanhamento de exames + sintomas. Em muitos casos, apenas regular a dose já reduz efeitos indesejados.

Alguns dos efeitos adversos do estrogênio que podem aparecer no início são:

Sensibilidade mamária

Inchaço

Dor de cabeça ou náusea

Spotting

Em algumas mulheres, a progesterona pode causar:

Sonolência

Tontura

Retenção de líquido

Alteração de humor

Sensação de “inchaço” abdominal

A testosterona também tem efeitos indesejáveis, especialmente quando usada em doses muito altas:

Acne/oleosidade

Queda de cabelo

Aumento de pelos

Seborreia

Alterações de humor

Em doses elevadas/prolongadas:
alteração de voz e aumento de clitóris

8. A terapia hormonal engorda?

Não, a terapia hormonal não causa ganho de peso. Na verdade ela pode até ajudar na composição corporal. O ganho de peso, principalmente na região abdominal, e a dificuldade de perder peso, são alguns dos sintomas iniciais do climatério, mesmo mantendo os mesmos hábitos. Isso não é “falta de força de vontade” – é fisiologia.

A queda do estrogênio aumenta o acúmulo de gorgura abdominal, piora a sensibilidade à insulina e deixa o metabolismo mais lento. Além disso, a composição corporal – relação entre massa magra e gordura – também se altera. E pra completar, o sono irregular também aumenta fome e desejo por açúcar.

Para manejar tudo isso, não tem milagre: é preciso dedicação. Alimentação saudável, atividade física regular, e o acompanhamento médico de rotina para trazer o que há de mais atual, sem cair em ciladas.

9. Terapia Hormonal pode causar câncer de mama?

A resposta depende do tipo de hormônio, da combinação, da dose e do tempo de uso.

A ciência mostra que estrogênio isolado não aumenta o risco. Na terapia combinada, ou seja, com estrogênio e progesterona, pode haver pequeno aumento de risco em alguns casos. Mas nem toda progesterona age da mesma forma.

A progesterona micronizada tem mais segurança em relação à sintética. Em resumo, a terapia hormonal segura é aquela que é individualizada, com acompanhamento próximo. É imprescindível manter a rotina de cuidados ginecológicos em dia, incluindo ultrassom de mamas e mamografia anualmente – em alguns casos, com uma frequência ainda maior. Vale lembrar que o câncer de mama quando detectado precocemente tem mais de 95% de chances de cura.

10. Tenho histórico familiar de câncer de mama: Posso fazer reposição?

Ter histórico familiar não significa automaticamente que a reposição hormonal seja proibida. Mas nesses casos, a avaliação médica e o acompanhamento devem ser ainda mais rigorosos. A decisão depende de:

Grau de parentesco.

Idade do diagnóstico.

Fatores genéticos.

Seus sintomas.

Quem tem familiares de primeiro grau que tiveram a doença (mãe, irmã ou filha) também tem alto risco, mas essa não é uma contraindicação absoluta. É preciso pesar riscos e benefícios com seu médico. Caso optem por iniciar a RH, o acompanhamento deve ser diferenciado: a cada 6 meses ultrassom de mamas, acompanhado alternadamente por mamografia e ressonância magnética.

Esse protocolo permite diagnóstico precoce, mais segurança durante a terapia, e decisão contínua sobre manter ou ajustar o tratamento. Aqui na Célula Mater levamos o cuidado com as mamas muito a sério. Nossa estrutura oferece tudo o que você precisa para se cuidar num só lugar. Um centro de diagnóstico de imagens com ultrassom e mamografia digital 3D, que faz exames com maior precisão e menos compressão das mamas. Um time de radiologistas de referência, e é com os olhos deles que contamos para interpretar os resultados dos exames. E além de tudo nossos ginecologistas atuam lado-a-lado com o mastologista e ambos podem acompanhar seus exames de imagem em tempo real, caso necessário. Isso traz agilidade e segurança para você.

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